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22 de agosto de 2017

Uso de Big Data é oportunidade para o setor turístico

Fórum Turistic Brasil apresentou destinos que conquistaram viajantes de forma inteligente

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Ao fazer uma viagem, o turista leva recordações, mas deixa para trás algo muito valioso para o setor turístico: dados sobre quem ele é. Trazido da Espanha e realizado pela segunda vez no país, o Fórum Turistic Brasil apresentou na manhã desta sexta-feira (18), no Sheraton Bahia, como a coleta e análise adequada dessas informações podem transformar uma cidade, região ou país em um destino inteligente, garantindo maior rentabilidade e sustentabilidade aos negócios do setor.

Realizado pela Eurecat e a Barcelona Media Inovação Brasil, com a parceria do Sebrae, a programação contou com o painel Inovação e Diferenciação dos Destinos Turísticos, que reuniu exemplos internacionais de estratégias, ações e tecnologias que vêm contribuindo para a competitividade de destinos turísticos.

Mediador do encontro, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Vinícius Lages, disse que é fundamental assumir uma postura “futurista” no setor, destacando o desafio de aprender a lidar com a velocidade e a enorme quantidade de dados gerados pelas novas tecnologias. “Quando tratamos de um destino inteligente, falamos de um território que tem a capacidade de lidar com essa nuvem de dados”, explicou. “E o futuro é segunda-feira. É incontornável enfrentarmos esse tema”, definiu. Falando nisso: Veja com a TOTVS 5 formas de usar CRM para melhorar a experiência do hóspede Patrocinado

Inspiração para o setor, o município espanhol de Benidorm teve a sua experiência compartilhada por Carola Valls, da Fundação de Turismo da cidade. Atraindo 12 milhões de viajantes todos os anos, Benidorm é o primeiro destino inteligente da Espanha e a primeira cidade no mundo a implantar a Norma de Destino Turístico Inteligente. A partir de trabalho realizado com Big Data (dados em massa), os setores público e privado se uniram para trabalhar o ciclo de viagem turística, considerando não somente o “durante”, mas também o antes e depois da experiência do turista.

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Carola explica que, a partir do wi-fi disponibilizado gratuitamente nas praias da cidade, por exemplo, é possível saber qual é a nacionalidade dos turistas. As informações alimentam informes diversos para o Governo e o setor, que ajudam a embasar estratégias como a adotada por um departamento policial, que conta com profissionais que falam os idiomas dos turistas mais frequentes. “Todas essas informações nos ajudam a tomar decisões melhores”, analisou Carola.

Análise de dados

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CEO da Amadeus no Brasil, empresa que cria plataformas tecnológicas para o setor turístico, Paulo Rezende conta que o país ainda tem um grande potencial a explorar em estratégias baseadas em dados e não em opiniões. Para exemplificar, o executivo apresentou pesquisa que aponta Salvador como o 4º destino mais procurado pelos argentinos, que costumam buscar viagens para o verão, seis meses antes. A partir de informações como essas, é possível ter uma gestão mais assertiva.

“Para montar uma estratégia de sucesso, temos que ter claro quais produtos temos para oferecer e qual é o perfil do viajante que vou receber”, explicou Paulo, contando que, após começar a trabalhar dados para o setor turístico, a Cidade do México aumentou em 11 milhões o número de visitantes estrangeiros entre 2014 e 2016.

Para Josep Luis Pons, do Parque Tecnológico para o Turismo da Espanha (ParcBit), com a disseminação das tecnologias e o turismo em massa, o uso de ferramentas de Big Data também podem ajudar a encontrar modelos mais sustentáveis. “Temos que pensar para que o turismo seja uma fonte de riqueza para todos”, defendeu. “É preciso haver um equilíbrio entre a parte social e econômica”. Josep conta que o Parque trabalha hoje com cerca de 200 pequenas empresas, formando clusters, aglutinando empresas do mesmo setor, para um maior fortalecimento.

Artesanato baiano

O Sebrae também levou ao evento um pouco do projeto Brasil Original, que trabalha o artesanato baiano a partir de um estudo iconográfico, com características de cada um dos sete territórios do estado. Ana Paula Almeida, coordenadora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae Bahia, explica que o projeto busca aliar o artesanato local ao turismo, através do desenvolvimento de uma marca e uma coleção. “Queremos criar locais onde o turista encontre artesanato de qualidade”, contou.

SEBRAE 45 ANOS

O Sebrae comemora este ano quatro décadas e meia de atuação em defesa dos pequenos negócios. As micro e pequenas empresas representam 98,5% do total de empreendedores no Brasil, respondem por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e geram mais da metade dos empregos no país. Formalização, inovação, redução da burocracia, ampliação do acesso ao crédito e melhoria do ambiente legal fazem parte do compromisso do Sebrae com os pequenos negócios. Conheça no portal Sebrae os números e a história do empreendedorismo no Brasil: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae.

Fonte:
Administradores.com.br
Autor:
Da Redação
Publicado em:
22 de agosto de 2017

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