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13 de julho de 2020

Impactos da economia do distanciamento nos serviços B2B e B2C

A era pós Covid-19 será marcada por novos hábitos de consumo e regulamentações visando diminuir o contato entre indivíduos. A chamada “Low Touch Economy”, deve ser encarada por empresas de todos os segmentos, em particular, no setor de serviços – tanto B2B quanto B2C

Impactos da economia do distanciamento nos serviços B2B e B2C

A era pós Covid-19 será marcada por novos hábitos de consumo e regulamentações visando diminuir o contato entre indivíduos. A chamada “Low Touch Economy” (economia do distanciamento social, ou Nova Economia), deve ser encarada por empresas de todos os segmentos, em particular, no setor de serviços – tanto B2B (business to business, como escritórios de contabilidade, agências de publicidade etc.) quanto B2C (business to consumer, lavanderias, salões de beleza etc.). Note que é preciso pensarmos a curto e longo prazo.

De positivo a catastrófico: qual o impacto no seu negócio?

Uma reflexão sobre o que tende a ocorrer no Brasil nos próximos meses é a comparação com a redução no consumo de uma série de itens do serviço no mercado norte-americano após 12 meses da crise de 2008 (que afetou outros países em menor escala). O setor de entretenimento aparece com o mais impactado (possivelmente por ser o mais supérfluo na opinião dos próprios consumidores), com 51% de perda no volume consumido após a crise. Já os cuidados com saúde foram considerados prioritários e tiveram reduzam bem menor, da ordem de 22% em relação ao consumo médio anterior à crise.

Para se preparar para o impacto e as novas demandas, é preciso compreender a economia, que será baseada em quatro pilares: distanciamento social, restrições no trânsito das pessoas, necessidade de monitoramento dos cidadãos e exigências (pessoais e regulatórias) quanto à higiene e proteção. Dependendo do nicho da empresa, o impacto da pandemia pode ser positivo, negativo, severo ou catastrófico.

TENDÊNCIAS GERAIS PARA O SETOR DE SERVIÇOS

Home office 2.0: Profissionais trabalham de casa e gerenciam o próprio tempo. Integração entre vida pessoal e trabalho. Pessoas vão se deslocar menos e se alimentam fora do lar com menor frequência. Reduzido o consumo de impulso nas ruas e shoppings.

Isolamento de idosos e grupos de risco: com medo de contágio, muitas pessoas deixarão de ir às ruas ou o farão com ressalvas mesmo em períodos sem quarentena. Agravamento de doenças como ansiedade e depressão.

Restrições ao trânsito e a aglomerações: tendência de governos e instituições adotarem políticas que dificultarão e diminuirão a ocorrência de grandes eventos ou grandes fluxos de massas. Mudará o tipo de viagem de turismo desejada pela população.

Crise financeira generalizada e tensões jurídicas: alta inadimplência e escassez de crédito acirram ânimos e conflitos entre pessoas e empresas ou entre empresas tenderão ser cobrados de forma litigiosa, sobrecarregando ainda mais o judiciário.

Monitoramento dos cidadãos e estabelecimentos físicos: será preciso atestar o próprio estado de saúde de indivíduos e certificar os procedimentos sanitários das empresas para obter alvará de operação e a confiança do consumidor mais precavido.

RECOMENDAÇÕES PARA OS EMPREENDEDORES B2C

Reconquistar a confiança do consumidor e buscar maneira de ser prioridade no orçamento familiar do consumidor.

Revisar e redefinir as personas. A crise pode modificar o cliente ideal, exigindo que o empreendedor pense em novos serviços.

Encontrar formas criativas de prestar o mesmo serviço ou um serviço alternativo de forma digital, permitindo o distanciamento.

Adaptar a estrutura física da empresa para a nova demanda, com atenção aos requisitos de distanciamento e limpeza.

RECOMENDAÇÕES PARA OS EMPREENDEDORES B2B

Adaptar os serviços prestados para a nova realidade da economia e da empresa cliente, tornando-se indispensável.

Digitalizar e virtualizar toda a infraestrutura da empresa, permitindo que colaboradores internos possam trabalhar de casa com qualidade técnica.

Empresas precisam conhecer o tomador de decisão dentro da empresa cliente. Cresce a relevância de plataformas como Linkedin.

Especializar-se no novo modo de fazer reuniões virtuais e fechar negócios com clientes. Quem não dominar o digital estará morto.


Se mesmo com inteligência, esforço e planejamento, for difícil manter seu modelo de negócio, avalie a possibilidade de pivotar antes de qualquer opção mais radical. Lembre-se: seus maiores ativos são o conhecimento empresarial e capacidade empreendedora, além do relacionamento com seus clientes.

Fonte:
Sebrae Inteligência Setorial
Autor:
Bernardo Medina - Consultor do Sebrae Rio
Publicado em:
13 de julho de 2020

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