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4 de agosto de 2021

Engie se une à Associação Brasileira de Hidrogênio para acelerar a adoção de tecnologias de hidrogênio verde no Brasil

Observando o alto crescimento do setor de hidrogênio verde, a ENGIE se uniu à Associação Brasileira de Hidrogênio com o objetivo de fomentar parcerias, estudos e investimentos no setor

Engie se une à Associação Brasileira de Hidrogênio para acelerar a adoção de tecnologias de hidrogênio verde no Brasil

Hidrogênio verde no Brasil: Seguindo seu propósito global para acelerar a transição à neutralidade de carbono por meio do consumo de energia e soluções limpas, a ENGIE se junta à Associação Brasileira de Hidrogênio, se tornando a primeira empresa do setor de energia a se unir à entidade.

ENGIE pretende se tornar uma empresa com zero emissões até 2045

O objetivo da ENGIE com a união à Associação Brasileira de Hidrogênio é avançar no setor de hidrogênio verde, onde a empresa está focada em crescer tanto no Brasil quanto ao redor do mundo. Entrar na associação, incentivando parcerias e estudos nesse setor, confirma ainda mais a meta da ENGIE de zerar suas emissões até 2045.

De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Negócios e Hidrogênio Verde da ENGIE Brasil, Koen Langie, a empresa acredita que, juntando forças com a Associação Brasileira de Hidrogênio, é possível alavancar a pesquisa aplicada para o avanço da utilização do hidrogênio verde pelas indústrias em escala comercial.

Outro foco da parceria com a entidade é a formação de profissionais capacitados. O executivo ressalta que é preciso criar capital humano no país para que seja possível desenvolver projetos de hidrogênio verde.

Executivos de ambas as partes se pronunciam

Para Langie, o mercado de hidrogênio brasileiro necessita de uma regulação adequada para evoluir. Sendo assim, o trabalho ao lado da Associação Brasileira de Hidrogênio e suas associadas trará novas oportunidades para impulsionar marcos regulatórios e normativos no país, estabelecendo um mercado competitivo e atraente para novos investidores.

Ainda segundo o executivo, a ENGIE consegue enxergar oportunidades na criação de soluções para setores como siderurgia, química, mineração, petroquímica e outros. Já de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Hidrogênio, Paulo Emílio Valadão de Miranda, a entidade tem como missão a criação de uma rede composta por empresas, universidades, instituições do governo e agências para discutir, incentivar e planejar iniciativas no setor de hidrogênio verde com foco na criação de regulações, padrões e códigos.

Monica Saraiva Panik, diretora de relações institucionais da entidade desde 2020, afirma que vem observando o recente avanço do setor e o aumento do interesse desta solução energética, a ABH2, vem se conectando com companhias e com o setor privado. Isso porque o segmento de hidrogênio se tornou um dos maiores no último ano e o interesse tem sido crescente.

ENGIE planeja alcançar capacidade de 4GW de Hidrogênio até 2030

A meta global da ENGIE é desenvolver uma forte posição em hidrogênio verde, uma tecnologia que está ganhando impulso a nível global. A missão do grupo é se beneficiar das vantagens e estar na vanguarda do setor.

Na visão da empresa, o hidrogênio verde é um vetor estratégico para a neutralidade de carbono, tendo em vista que permite uma melhor utilização das energias renováveis e ajuda a reduzir as emissões para setores atingirem suas metas.

Até 2030, a ENGIE estima desenvolver capacidade instalada de fabricação de hidrogênio verde de 4 GW, instalar cerca de 700 km de redes voltadas à fonte e operar mais de 100 postos de abastecimento. O grupo já possui cerca de 70 projetos de hidrogênio em operação espalhados em 10 países.

Fonte:
Click Petróleo e Gás
Autor:
por Valdemar Medeiros
Publicado em:
3 de agosto de 2021

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