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19 de fevereiro de 2020

CONHEÇA A PRÁTICA DE DELIVERY DAS COZINHAS FANTASMAS

Estas cozinhas são pensadas especialmente para restaurantes virtuais que crescem a todo vapor, estimuladas pelo boom dos aplicativos de delivery

CONHEÇA A PRÁTICA DE DELIVERY DAS COZINHAS FANTASMAS

Aplicativos como Uber Eats, Rappi e iFood deram início a uma nova era no setor de delivery no Brasil. De acordo com o SEBRAE, esse mercado vem crescendo desde 2014, impulsionado por eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, que geraram novas oportunidades para pequenos estabelecimentos.

O aumento do poder aquisitivo da população e o trânsito cada vez pior nas grandes cidades também contribuíram para o sucesso desses novos negócios, que proporcionam mais comodidade aos consumidores. Um levantamento da plataforma Statista aponta que, em todo o mundo, o mercado de delivery de comida deve crescer 10,7% ao ano e faturar US$ 137,6 bilhões até 2023. Por trás desses números, está um outro tipo de negócio que não para de crescer: as dark kitchens ou ghost kitchens. Em bom português, “cozinhas fantasmas”.

O QUE É UMA COZINHA FANTASMA?

As cozinhas fantasmas são instalações criadas exclusivamente para a produção de comida para restaurantes virtuais, ou seja, que vendem seus produtos exclusivamente online e por meio de aplicativos de delivery. Os espaços são alugados, e podem ser usados para iniciar um negócio do zero ou para expandir o alcance de entrega de uma marca já existente.

“Os restaurantes virtuais são hoje uma das maiores tendências do mercado de delivery no mundo, e já estão impactando um mercado que antes era dominado pelo fast food. Agora, é possível encontrar uma grande variedade de cozinhas à disposição dos usuários”, diz Atalija Lima, gerente de Comunicação do Uber Eats no Brasil ao Whow!.

Atualmente, o Uber Eats possui mais de 5.500 restaurantes exclusivamente virtuais cadastrados na plataforma em todo o mundo. Para se ter uma ideia do ritmo de expansão do setor, no início de 2019, esse número não passava de 1.600.

No último ano, a plataforma registrou um aumento de 15 vezes no número de restaurantes virtuais cadastrados no Brasil, e acredita que ele deve continuar crescendo em 2020.

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OS PRÓS E CONTRAS DAS GHOST KITCHENS

A grande vantagem que esse modelo oferece em relação aos restaurantes tradicionais é a redução de custos.

“O formato de negócio permite que novas marcas surjam, visto que o custo operacional é baixo, por não ter atendimento no local, e a produtividade é maior do que no modelo tradicional”, disse Walter Rodrigues, head de Dark Kitchen da Rappi Brasil, ao Whow!.

Foi justamente isso que estimulou o empresário Ali Sipahi, fundador do restaurante Lahmajun, a abrir duas lojas exclusivamente virtuais: o Kebab10 e o Kebab Prime, disponíveis no Uber Eats. “No restaurante virtual, você faz a comida e manda para o cliente, sem precisar fazer investimento no salão, em contratação de gerente para cuidar de clientes. E não precisa ficar 100% do tempo lá. Você orienta a equipe para fazer bem o trabalho, conforme as regras da casa, e vende”, explica.

O gerente de Comunicação da Uber Eats ainda diz que a empresa incentiva que mais empreendedores invistam nesse tipo de operação, inclusive procurando proativamente alguns deles para apresentar propostas baseadas nos dados coletados com os milhares de pedidos realizados todos os dias.

“O modelo permite que os empresários se dediquem exclusivamente à sua expertise, que é a comida, e usem a tecnologia para atingir novos públicos de forma descomplicada”, completa Atalija.

Apesar de todas as vantagens, ganhar espaço no mercado de restaurantes virtuais pode ser um grande desafio. O número de estabelecimentos disponíveis a apenas um clique faz com que a competição nessas plataformas seja extremamente acirrada. Além disso, os restaurantes virtuais não possuem um espaço físico que possa servir de vitrine para os consumidores. Por isso, é preciso muita pesquisa antes de investir em um negócio como esse.

Atalija afirma, no entanto, que a tecnologia dos aplicativos de entrega pode ajudar os empresários.

“Por meio da inteligência artificial, o aplicativo identifica quais as culinárias mais procuradas em cada região, e fica mais fácil e cômodo para o empreendedor suprir essa necessidade gastronômica dos usuários”, disse Atalija Lima, gerente de Comunicação do Uber Eats no Brasil.

Para Ali, o segredo do sucesso está na inovação. “Brasileiros gostam de comer e provar coisas novas. Não precisa de um investimento muito grande, mas é preciso investir em inovação, novidade, promoções e preços acessíveis”, conclui o empresário, que planeja encontrar uma cozinha fantasma maior este ano para expandir os negócios.

Fonte:
Whow!
Autor:
Whow! - por Luiza Bravo
Publicado em:
19 de fevereiro de 2020

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