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7 de dezembro de 2021

COMO MANTER A MOTIVAÇÃO NO TRABALHO NO MUNDO PÓS-PANDEMIA

Leia este artigo elaborado pelo consultor do Sebrae Rio que aborda como manter a motivação no mundo pós-pandemia e confira a importância de manter a persistência e satisfação no trabalho, a autoconfiança para seguir em frente e que juntos somos mais fortes.

COMO MANTER A MOTIVAÇÃO NO TRABALHO NO MUNDO PÓS-PANDEMIA

Era para ser um ano comum. Como de hábito, começamos com fogos, teve o carnaval, empresas e indivíduos tinham seus planos para um 2020 melhor. Só havia um pequeno grande detalhe: do outro lado do mundo, um novo vírus se espalhava e chegaria ao Brasil logo depois.

Passaram quase dois anos. Muitas despedidas e recomeços. Dezenas de países em crise. Centenas de milhares de mortos só no Brasil. Milhões de empresas em dificuldades ou quebradas. Bilhões de pessoas afetadas. Trilhões de dólares de impacto econômico negativo. A pandemia mudou quase tudo. Mudou a forma como olhamos a vida. A forma de encarar a morte e a vida. Mudou a relação de cada um com a própria casa. Mudou nossa relação com cada membro da família. Mudou as relações de trabalho e a forma como cada um de nós enxerga o próprio trabalho.

Persistência e satisfação no trabalho

Depois de meses em home office – para algumas empresas, funções e colaboradores, mais de um ano – o retorno ao trabalho divide opiniões de especialistas, empregadores e dos próprios trabalhadores. Para alguns, o mais difícil foi se adaptar à rotina de trabalhar em casa. O cachorro passando no meio das pernas. Uma criança gritando ao fundo. A sensação de trabalho misturado com casa. Casa misturada com trabalho. Fraldas e relatórios. Bermudas e gravatas. Dia com cara de noite e vice-versa. Veio o Burnout.

Essa foi a hora da verdade em termos da vocação profissional de cada um. Quem já não gostava muito do trabalho, nem tampouco tinha aquele bom senso de dever, aproveitou para zerar algumas séries e filmes no Netflix. Houve quem preferisse reformar a casa, que agora ela passava a ser um lugar multiuso: lar, trabalho, cinema, academia de ginástica... De um lado, a liberdade com ou sem responsabilidade de trabalhar de pijamas; do outro, os desafios de uma rotina mista. E mais recentemente, nesse retorno ao normal – ou novo normal – com a consolidação da vacinação e a flexibilização das restrições, persistência é a palavra da vez.

A nossa marca no mundo

Chega então o momento de cada um se perguntar: afinal, o que eu vim fazer nesse planeta? Para que serve o meu trabalho? Seria apenas um meio de gerar renda e obter dinheiro para satisfazer minhas necessidades? Ou através do meu trabalho eu consigo contribuir para a sociedade? Não se trata apenas de gostar do que faz. Trabalho é trabalho e, portanto, gostar dele, às vezes, se torna um eterno fetiche de difícil realização. Mas o dever é cívico: é preciso sermos profissionais e sermos dignos da tarefa a nós confiada.

Porque o mundo precisa tanto de médicos quanto de músicos. De padeiros e engenheiros. De analistas e motoristas. De atendentes, assistentes e gerentes. De pintores e contadores. O mundo precisa de gente boa. Gente que vai lá e faz. Gente que sabe o seu papel na sociedade e que serve ao próximo através do próprio trabalho remunerado.

Para tanto urge a necessidade de uma escolha íntima: quero passar a semana esperando pelo final de semana? Vou viver a vida no 5 por 2 (isto é, 5 dias de sacrifício e 2 dias de descanso)? No 11 por 1? Vou inventar alguma coisa diferente no final do dia para ter gosto de viver ou vou logo encarar o trabalho como a melhor oportunidade de realização pessoal e de fazer diferença no mundo, e quem sabe assim deixar minha marca?

Juntos

O trabalho é a ação do ser humano sobre a natureza. O trabalho nos trouxe água encanada e energia elétrica. A medicina e a penicilina. Ganhamos Beethoven, Beatles e Tom Jobim. O trabalho levou o homem à lua e nos deixou Leonardo da Vinci, Romero Brito, Agatha Christie e Paulo Coelho. Só que para cada uma das obras fantásticas destes notáveis, havia milhares de pessoas nos bastidores, dando o suporte necessário para aquela conquista histórica. No anonimato estávamos nós: cada um de nós mortais, aqui, fazendo justamente aquela tarefa entediante que devia ser feita. Ao invés de só esperar pelo final do expediente, devemos ser capazes de enxergar a grandeza da nossa contribuição.

O trabalho é soma das partes. E como foi demonstrado pelo economista e Prêmio Nobel John Nash, o melhor resultado não vem quando cada parte busca simplesmente o melhor para si. Mas sim quando cada indivíduo busca o que é bom tanto para si como para o grupo, ao mesmo tempo. Como Santo Agostinho declarou, a vida é uma batalha entre dois amores... O amor a si mesmo, que levado ao seu extremo conduz à ruína. E o amor ao próximo, que no seu limite leva à salvação do mundo. Mais uma vez, a escolha é individual e totalmente livre.

Autoconfiança para seguir em frente

Apesar de tudo e através de cada coisa, a vida é e sempre será bela. O céu estrelado vale a dor da humanidade. É só uma questão de perspectiva. O que falta é nos reconectarmos com nossa missão. Nosso diferencial. Nossa marca pessoal. Nosso dever como membros de uma organização que depende do nosso trabalho como a peça de um quebra-cabeça. E, antes disso, nosso dever como mãe, como pai, esposo e esposa, como filho, amigo, irmão.

Porque ao voltar para casa existe alguém esperando por você. Seja de forma presencial ou remota, no mundo material ou imaterial. Há pessoas que nos tem como referência. Nós, os anônimos, somos ídolo de alguém igualmente pequeno. Pequeno e grande ao mesmo tempo. Portanto é hora de escolhermos entre a vergonha de nos esconder nas sombras ou de ter orgulho de ser quem somos e fazer o que fazemos. De assumir nosso papel no mundo e no trabalho. Começando por assumir nosso papel junto àqueles que sempre serão a nossa maior motivação.


Fontes utilizadas para a elaboração do artigo:

Pebmed, BBC, FGV, Agência Brasil, R7, Brasil Escola, IBC, Você S/A e Bernardo Medina, neste artigo

Fonte:
Sebrae Inteligência Setorial
Autor:
Bernardo Medina - Consultor do Sebrae/RJ
Publicado em:
7 de dezembro de 2021

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