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18 de outubro de 2017

CARIOCAS CRIAM APLICATIVO ESPECIALIZADO NO TRANSPORTE DE PETS

O serviço do PetDriver possibilita que cães, gatos, roedores e aves sejam transportados com segurança, viajando acompanhados ou sozinhos

petdriver

Quando se encontravam pelas ruas da Urca, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, os vizinhos de bairro Leo Yalom, 32, e Leonardo Muller, 43, conversavam sobre seus cães – Yalom contava sobre seu labrador Denny e Muller, do seu golden retriever Touro – e ficavam idealizando como seria interessante desenvolver um serviço exclusivo de transporte para animais. Por terem as mesmas dificuldades que outros conhecidos donos de cães e de pets em geral para transportar seus animais por longas distâncias, a dupla carioca percebeu que faltava no mercado um serviço de mobilidade exclusiva para animais. Foi assim que lançaram, em fevereiro de 2017, o aplicativo PetDriver.

“Sempre foi muito difícil fazer longos percursos com meu cachorro. Ele não podia entrar em táxi e transporte público também não era uma opção possível. Porém, quando esses aplicativos de mobilidade urbana começaram a surgir e conquistar credibilidade, foi a oportunidade perfeita para começarmos a desenvolver a PetDriver”, afirma o publicitário Yalom.

No segundo semestre do ano passado, a dupla passou a estudar com maior afinco a viabilidade da empresa, elaborar o modelo de negócio ideal e pensar nos requisitos que o serviço deveria garantir ao cliente.

Enquanto estudavam a ideia, o crescimento do mercado pet – que, segundo números da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) chegou a R$ 18 bilhões – deu mais impulso para os vizinhos empreenderem.

Com um investimento que hoje já chega a R$ 200 mil, a dupla de sócios comprou uma plataforma previamente pronta para desenhar o PetDriver em cima. Em fevereiro de 2017, o serviço chegou oficialmente ao mercado.

Hoje, o serviço conta com 65 motoristas e mais de 4 mil usuários na base de dados – os dados se referem apenas à atuação do serviço na cidade do Rio de Janeiro, onde, por enquanto, ele está sendo oferecido exclusivamente.

Ao selecionar uma corrida, o usuário deve informar o tamanho do seu animal e se ele irá sozinho ou acompanhado. “O animal não precisa estar acompanhado do dono ao fazer a viagem, ele pode ir sozinho. E vai em segurança: no caso dos cães, com um cinto peitoral. Os restantes dos animais devem ser transportados em suas caixinhas”, explica Yalom.

No aplicativo, também é possível levar dois pets no mesmo veículo.

Para garantir a segurança dos passageiros animais e o conforto dos clientes, a plataforma envia uma SMS automático quando a viagem se encerra e é possível acompanhar o percurso pelo aplicativo.

Somado a isso, a PetDriver garante capacitação dos motoristas. “Todos que dirigem pelo aplicativo realizam workshops de bem estar animal”, diz o publicitário.

Os carros também são adaptados para receber os bichinhos. “Todos os veículos são equipados com ar-condicionado, capa de couro sintético, coleira peitoral e um kit de higienização, que motorista deve usar sempre ao finalizar uma corrida, garantindo que o espaço esteja limpo para o próximo passageiro.

Além das habituais viagens imediatas, o cliente também tem a opção de agendar um veículo para outros dias e horários. Todos os valores das corridas são simulados antes de se concluir o pedido da viagem.

O ticket médio das viagens é de R$ 25, valor que garante uma corrida de, em média, 6 a 7 km. Grande parte das viagens realizadas pela PetDriver hoje são feitas como um serviço terceirizado para atender transporte de hotéis pets, veterinárias e pet shops, segundo Yalom.

Para o futuro, a dupla quer expandir o serviço para outras capitais brasileiras, como São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte. “Também já estamos considerando receber capital externo para escalar nosso negócio”, afirma o carioca.

Fonte:
Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Autor:
Vitória Batistoti
Publicado em:
18 de outubro de 2017

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