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10 de outubro de 2018

Alimentos naturais: pesquisa aponta diferentes percepções do consumidor

Veja o que o consumidor entende por “saudável” e como o supermercadista pode usar isso ao seu favor

Alimentos naturais: pesquisa aponta diferentes percepções do consumidor

Como apresentado anteriormente no texto APAS Show 2017: Consumidor brasileiro busca mais produtos saudáveis em relação ao resto do mundo, indica Pesquisa inédita, a procura por alimentos mais naturais está em alta. E o Brasil não apenas segue essa tendência global, como é até mais exigente que o resto do mundo. Trazemos hoje um estudo que mostra a percepção do consumidor sobre essa categoria.

A Pesquisa inédita da APAS, apresentada durante a APAS Show, mostra que o natural tem sido uma reivindicação eficaz no rótulo de alimentos, porém, com o uso tão generalizado e tão pouca regulação, nem sempre é claro para o consumidor se todos devem ser chamados assim.

Uma equipe de pesquisadores da Europa decidiu analisar todos os estudos focados na preferência dos consumidores pela naturalidade alimentar  —  no total de 72 estudos em 32 países envolvendo mais de 85 mil consumidores  —  para encontrar padrões sobre a importância da categoria.

Como é percebido o alimento natural?

Segundo o estudo, quando se fala em ingredientes, os consumidores parecem dar mais importância à ausência de certos elementos negativos (principalmente aditivos, conservantes, corantes e sabores artificiais, produtos químicos, hormônios, pesticidas e organismos geneticamente modificados) do que a presença de certos elementos positivos (ingredientes naturais).

Alimento natural: quem se importa mais?

Até que ponto os alimentos naturais são considerados importantes para os consumidores? Em relação a essa questão, os pesquisadores perceberam que o valor do natural é bastante universal. O naturalismo revelou-se “consideravelmente importante” para os consumidores, independentemente do País e do ano em que o estudo foi conduzido.

Ao analisar os fatores sociodemográficos que influenciam a importância percebida do natural, encontram-se apenas duas variáveis ​​que eram consistentemente significativas: os consumidores do sexo feminino e mais velhos tendem a dar maior importância à naturalidade do que os homólogos masculinos e jovens.

Implicações para a indústria de alimentos e para o varejo

Os autores explicam o que a naturalidade entre os consumidores pode significar para a indústria alimentar:

“Pode ter consequências, não só para o desenvolvimento e comercialização de alimentos, mas também para o desenvolvimento de tecnologias alimentares inovadoras … [Os consumidores] querem economizar tempo de cozimento e comprar comida de conveniência; ao mesmo tempo, gostam de comer alimentos naturais e não processados. Esta questão também representa uma oportunidade para a indústria de alimentos. Processos de produção, ingredientes, embalagens e marketing precisam ser combinados de forma que os consumidores percebam os produtos como alimentos naturais, que têm semelhanças com os tradicionais”.

Uma advertência importante sobre o estudo é que não foi analisada a relação custo/benefício, para entender exatamente quanto os consumidores valorizam o natural no momento em que, realmente, tomam as decisões de compra.

Por exemplo, os autores do estudo dizem que os consumidores percebem menos problemas com os aditivos alimentares derivados do natural do que com os produtos sintéticos. No entanto, a substituição de sintéticos por aditivos alimentares naturais pode afetar o preço e a vida útil de um produto  — e não há muita pesquisa sobre como os consumidores priorizam essas alternativas.

“Por exemplo, não está claro até que ponto os consumidores estão dispostos a sacrificar a vida útil do alimento e quanto estão dispostos a pagar por mais naturalidade nos produtos alimentícios”.

Com informações: Supermarket News.

Imagem: Reprodução/Apas Show

Fonte:
Apas Show
Autor:
Apas Show
Publicado em:
16 de agosto de 2017

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