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14 de agosto de 2018

5 TENDÊNCIAS DO MERCADO DE TURISMO E LAZER PARA EMPREENDEDORES

Há diversos empreendedores brasileiros inovando neste setor. Conheça suas histórias e se inspire:

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O mercado de turismo e lazer está entre os mais buscados por pessoas que desejam abrir o próprio negócio.

Há diversos empreendedores brasileiros inovando e gerando tendências neste mercado. Conheça suas histórias e se inspire:

SOLUÇÕES DE MOBILIDADE

Inspirado em aplicativos como Waze e Google Maps, o Woole traça rotas personalizadas para quem quer se deslocar de bicicleta pela cidade. Os caminhos são calculados com base em tempo de percurso, inclinação das vias e segurança do trajeto.

Os mapas do Woole também incluem localização de bicicletários, oficinas e lojas especializadas.

Resultado de uma campanha de crowdfunding que levantou R$ 40 mil no site Benfeitoria, a versão beta do Woole está sendo testada por um grupo de 200 ciclistas — mais de 2.000 usuários estão na fila para baixar o aplicativo.

O lançamento oficial está previsto para este ano. As estratégias de monetização incluem o licenciamento da tecnologia e a venda de inteligência de mercado. “Nosso banco de dados permite identificar os roteiros preferidos e os hábitos de cada ciclista. Essas informações podem ser usadas tanto para desenvolver novos produtos como para planejar ciclovias”, diz o CEO, André Arcas, 26 anos.

ECONOMIA DA REPUTAÇÃO

Resenhas em redes sociais e sites de viagem se tornaram um dos principais fatores de conversão de vendas para hotéis e restaurantes.

Para ajudar os donos desses estabelecimentos, a Reviewr oferece uma plataforma que centraliza a gestão de comentários feitos em canais como Trip Advisor, Yelp, Google e Facebook. “A ferramenta reúne as interações de diversas mídias em apenas um painel de controle.

Também é possível responder comentários dos clientes e acessar relatórios sobre reputação digital”, diz o CEO, Santiago Edo, 44 anos. Fundada em abril do ano passado, a startup catarinense aposta em contratos com grandes redes de hotelaria e alimentação.

Os planos de assinatura custam entre R$ 3.000 e R$ 7.000 por mês, em média. “Já fechamos com dez clientes nesse perfil. A ideia é consolidar a operação entre grandes empresas antes de lançar a versão para pequenos negócios”, afirma Edo.

GAMES PARA EXPORTAÇÃO

O sucesso de jogos como Candy Crush e Angry Birds deu origem a uma nova geração de estúdios especializados em casual games — como são chamados os títulos nos quais jogadores podem finalizar fases em curtos espaços de tempo.

Considerada uma das principais empresas do segmento, a gaúcha Cupcake Entertainment produz jogos que combinam o estilo descompromissado do gênero com testes de raciocínio lógico, como quebra-cabeças e caça-palavras.

O portfólio atual é composto pela trilogia Letters of Gold, Words of Gold e Numbers of Gold. Juntos, os games têm cerca de 600 mil usuários ativos. No ano passado, o faturamento foi de R$ 1 milhão. “Nossa estratégia de monetização é baseada na venda de vantagens para os jogadores. Nesse modelo, o engajamento é mais importante do que o número de downloads”, diz o CEO, João Vítor de Souza, 29 anos.

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Os jogos da startup fazem sucesso com o público externo: só os americanos correspondem a cerca de 80% da base de usuários. Os games também são populares entre jogadores do Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

A presença internacional atraiu o interesse do Playlab. Considerado um dos principais estúdios de casual games do mundo, o grupo tailandês investiu US$ 1 milhão na Cupcake no início do ano passado. “Os recursos estão sendo aplicados na ampliação da base de usuários e no desenvolvimento de novos projetos. Deveremos lançar a primeira versão do nosso próximo título até o final de março”, diz Souza.

CARRO COM ASSISTENTE

O dispositivo criado pela mineira Nexer transforma automóveis comuns em carros inteligentes. O próprio motorista pode conectar o aparelho ao carro por meio de uma entrada OBD (disponível em todos os modelos a partir de 2010).

A partir daí, o assistente virtual irá monitorar mais de 80 indicadores relacionados ao deslocamento e ao desempenho do veículo — as informações ficam disponíveis em um painel para computadores e smartphones. “As ferramentas incluem análise de estilos de condução, programação de revisões e controle de combustível”, afirma o CEO, Danilo Mattos, 32 anos. A assinatura anual do serviço custa R$ 399. Lançado em 2014, o sistema já foi instalado em cerca de 3.000 veículos. No ano passado, a startup faturou R$ 1 milhão.

_ Do motor ao aplicativo

Como a Nexer faz diagnósticos em tempo real sobre o deslocamento e o desempenho de veículos

Conexão

O dispositivo é instalado diretamente na entrada OBD dos veículos, como se fosse um pendrive. Depois é automaticamente integrado aos sistemas eletrônicos dos automóveis. A partir daí, passa a transmitir as informações coletadas para um sistema deprocessamento de dados na nuvem.

Diagnóstico

O sistema da Nexer analisa mais de 80 parâmetros, incluindo dados de geolocalização e desgaste de peças. As informações são processadas por algoritmos e apresentadas em um painel. Por meio deumaplicativo, os proprietários podem programarmanutenções ou acompanhar o deslocamento dos veículos. _

"MOBILE LOVE"

Na esteira do sucesso dos aplicativos de relacionamento, o Poppin ganha espaço ao promover encontros entre frequentadores de festas e eventos.

O cofundador Filipe Santos, 24 anos, fala sobre as estratégias para atingir o público-alvo

Quais são as diferenças entre o Poppin e aplicativos de relacionamento como o Tinder? O Poppin faz matches entre pessoas que estão confinadas nos mesmos eventos, a partir das confirmações feitas em páginas do Facebook e no próprio app. Não cruzamos informações de GPS aleatórias. Isso tende a facilitar a aproximação entre os usuários.

Em outros aplicativos, a taxa média de pessoas que realmente se encontram após um match é de 0,5% — a nossa é de 45%. Estamos concentrados no segmento de festas e eventos. Não esperamos que as pessoas decidam trocar o Tinder pelo Poppin. O usuário de dating apps costuma usar várias soluções ao mesmo tempo.

Como formaram a atual base de usuários?

O público-alvo é formado por frequentadores de festivais de música e festas universitárias. Para divulgar o Poppin e aumentar nosso alcance, nos últimos dois anos fechamos parceria com mais de 2.800 eventos desse tipo. Com essa estratégia, formamos uma base com mais de 300 mil usuários. A maioria deles está na faixa etária entre 18 a 24 anos. Conseguimos atrair cerca de 90% dessas pessoas mesmo sem um investimento direto em campanhas de marketing digital.

Quais são as principais estratégias para expandir?

No ano passado, a startup recebeu R$ 1 milhão de investidores-­anjo para reforçar a equipe e acelerar o desenvolvimento de novas funcionalidades. A ideia é oferecer benefícios para usuários pagantes, como super likes e a chance de voltar a perfis anteriores. Também estamos estudando a possibilidade de realizar ações publicitárias com produtoras de eventos e marcas de bebidas.

Imagens: Pexels; Caio Palazzo

Fonte:
Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Autor:
Thomaz Gomes
Publicado em:
13 de agosto de 2018

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